Um Mal Chamado Herbalife

“Não é de hoje que venho alertando sobre o perigo da alimentação substituída por “shakes”. Quem me conhece sabe o quão acho estes métodos fajutos e perigosos.
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Produtos da Herbalife ® – uma das marcas de suplementos alimentares para emagrecer mais conhecidas do mundo – há décadas vem sendo objeto de estudos sobre intoxicação hepática.
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Em 2007 dois grandes estudos realizados na Suíça e em Israel abriram o leque à respeito do assunto. Os ensaios clínicos foram publicados no Journal of Hepatology ( uma das mais conceituadas revistas científica da Europa). A partir daí inúmeros outros grandes centros de estudo inclusive a Universidade Estadual de Londrina (aqui no Brasil) resolveram compartilhar tal estudo.
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Os estudos foram tão impactante que chegou até a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas como podem ver, isso não passou de um “alarme falso” para o Brasil. — Acho que a Anvisa está preocupada em censurar os “peixes pequenos”.
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Facilmente fitamos tendas da Herbalife® distribuídas em academias pelo Brasil afora, é notório que os revendedores vem crescendo exponencialmente, talvez ingenuamente; Agora médicos ou profissionais da saúde, revendendo tais substâncias para mim é o cúmulo! Eu mesmo conheço alguns colegas que resolveram vestir a camisa da marca.
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Os estudos previamente citados relacionam lesões hepáticas graves e até mesmo irreversíveis em adeptos ininterruptos aos “shakes”. .
👉 29 casos de suspeita de hepatoxicidade devido aos suplementos dietéticos distribuídos pela empresa foram relatados por investigadores dos EUA, Europa e América do Sul. 83 produtos foram implicados nestes casos. Um formulário padronizado descreveu cada caso sendo construído pela equipe de pesquisadores. .
👉Dentre os casos de hepatotixidade relatados, quatro ocorreram entre 1990 e 1999, treze entre 2000 e 2007 e doze entre 2008 e 2012. A maioria era do sexo feminino e idade media de 46 anos.
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👉Dentre os sinais e sintomas relatados, os mais comuns foram icterícia (pele amarelada – 69%), letargia (50%), desconforto abdominal (31%), náusea (19%) e, erupções cutâneas (19%).

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